Se frequenta foruns, participa do Wikipédia ou outros wikis. Pode dizer que já existe um pensamento como esse em seu ser, mas não se assuste, pois ao contrário do que muito foi dito, Anarquia não tem nada haver com desordem. Até mesmo porque o conceito de ordem é tão abstrato quanto seu antônimo, pois depende muito do conceito estabelecido pela sociedade em questão.
Para rapida explicação, anarquismo é a idéia de uma sociedade viver em base a cooperação sem que uma parcela do povo esteja acima do outro. Se me for permitido essa simplicação, seria um pouco do pensamento do Socialista, mas sem o estado efetuando o controle. Tudo seria por conta da própria sociedade.
Difícil? Os softwares que utilizo hoje foram desenvolvidos utilizando essa idéia. Tal como o Gnu/Linux, Ubuntu e afins…
Claro, as vezes reflito sobre como seria uma sociedade puramente anarquista e algumas perguntas surgem. Como trataremos os preguiçosos? E a competição entre os homens, como tratar isso? E os egoístas?
Com a falta de um estado maior para controle, será necessário o interesse de todos por essa nação, pois não haveria representatividade. Nesse caso todos teriam, ou deveriam ter, ciência de tudo que se passa e efetuar suas ponderações sobre o que deveria ser feito. Claro que nesse caso estaríamos menos focados do que somos hoje. Com isso outras perguntas: Será mesmo que precisamos de tanto foco para algumas coisas? O anarquismo prega algo muito interessante, li no livro Histórias das Idéias e Movimentos Anarquistas, editora L&PM Pocket, Volume 1, Woodcock, George.
“Mas estaríamos perdendo a essência da atitude anarquista se ignorássemos o fato de que a ânsia de chegar a simplificação social não tem origem no desejo de que a sociedade funcione de forma mais eficiente, nem sequer no desenho de eliminar os órgãos autoritários responsáveis pela destruição da liberdade individual, mas, em grande parte, numa convicção moral sobre as virtudes de uma vida mais simples.”
Estaria a humanidade atual preparada para uma vida mais simples? Ou ainda estaríamos buscando a cura para os problemas que encontramos ao procurar novas curas?


3 comments
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Janeiro 3, 2008 às 5:15 pm
flaviataide
Cada dia melhor em suas palavras!
Fazendo a irmã aqui pensar e repensar.
Janeiro 6, 2008 às 11:58 pm
Engenheiros do Hawaii anarquista? « O Tabaréu
[...] o que é anarquismo? leia de novo e reflita! Bom dar uma [...]
Novembro 6, 2009 às 7:25 pm
José Eduardo Barreira
A questão da representatividade, só me consigo consolar pensando no que representa um pai ou uma mãe ou ambos na educação de uma criança, haverá limite imposto por lei para definir um individuo jovem ou quase adulto como sendo Educado (verbo)? Ou melhor, haverá limite no tempo e no espaço para definir o que é um individuo livre e capacitado para a vida? Esse livre e capacitado não será uma utopia? Se sim voltaríamos ao mesmo cerne da questão da representatividade e ela não teria mais efeito algum, se não existe esse limite então o anarquismo funcionaria como a “lei da selva”. E estará o homem preparado para viver na “lei da selva” e na lei da paz em simultâneo. Eu sou adepto da Anarquia em sua essência, mas os problemas que se colocam são vários e bastantes extensíveis. A representatividade é um facto social e familiar e isso no que me toca tem um enorme peso. Como ensinar um homem a comer sem subjugar a sua vontade? Como ensinar o Homem a amar sem abusar dos seus direitos e partir para o excesso? Serão os Homens dignos da confiança exigível pela a anarquia? Terá o Homens a mente preparada para lidar com as liberdades dos outros , sem inveja, sem egoísmos, sem sensações medíocres de repulsa ou alienação de um grupo ou mesmo do mundo inteiro? Não será o mundo inteiro um grande grupo que padeça de inteligência racional para lidar com adversidades que metem a prova sua conduta e personalidade o tempo inteiro?
Haverá uma religião capaz de educar os homens espiritualmente a serem seres correctos sem se magoarem uns aos outros pela mais pequena mancha ou pormenor que seja?
Este assunto é bastante sensível para ser levado a cabo. Penso que o senso comum no homem não está assim tão evoluído para que possa ser aceite a liberdade como sendo intrinsecamente social.