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Por que mudar? Para que serve o governo? Para que serve suas leis?

pergunta

A humanidade tem arrepios só de imaginar em obter responsabilidade sobre seu destino, pois desde a época medieval estamos colocando em culpa nos outros, seja no demônio ou nós políticos.

Parece que todos precisam de tempo para suas futilidades e os assuntos importantes, podem, e devem, ser tratados por outros e as vezes isso nem nos interessa.

Uma sociedade onde todos decidem e evoluem de forma homogênea? Utopia? Sim, claro! Ainda temos medo de assumir nossas responsabilidades! Muitos de nós nem lembram quem foram seus representantes, mesmo que isso mudasse algo, mas ainda assim o atual sistema está falho, todos sabem disso e o que fazemos? Reclamamos com os amigos na mesa de bar sobre nossos políticos e/ou o presidente do EUA, pois no fim da noite iremos dormir e nosso dia começa como se nada tivéssemos conversado e talvez no outro dia voltemos a papear, mas claro que no fim apenas dormiríamos novamente e assim a vida continua.

Não fique chateado! Apenas pense. Mude, se quiser. Quem sou eu para falar o que deve fazer. O governo? Eu nem poderia não é? Tiraria sua liberdade de escolha. Grande piada!

Se frequenta foruns, participa do Wikipédia ou outros wikis. Pode dizer que já existe um pensamento como esse em seu ser, mas não se assuste, pois ao contrário do que muito foi dito, Anarquia não tem nada haver com desordem. Até mesmo porque o conceito de ordem é tão abstrato quanto seu antônimo, pois depende muito do conceito estabelecido pela sociedade em questão.

Para rapida explicação, anarquismo é a idéia de uma sociedade viver em base a cooperação sem que uma parcela do povo esteja acima do outro. Se me for permitido essa simplicação, seria um pouco do pensamento do Socialista, mas sem o estado efetuando o controle. Tudo seria por conta da própria sociedade.

Anarquia

Difícil? Os softwares que utilizo hoje foram desenvolvidos utilizando essa idéia. Tal como o Gnu/Linux, Ubuntu e afins…

Claro, as vezes reflito sobre como seria uma sociedade puramente anarquista e algumas perguntas surgem. Como trataremos os preguiçosos? E a competição entre os homens, como tratar isso? E os egoístas?

Com a falta de um estado maior para controle, será necessário o interesse de todos por essa nação, pois não haveria representatividade. Nesse caso todos teriam, ou deveriam ter, ciência de tudo que se passa e efetuar suas ponderações sobre o que deveria ser feito. Claro que nesse caso estaríamos menos focados do que somos hoje. Com isso outras perguntas: Será mesmo que precisamos de tanto foco para algumas coisas? O anarquismo prega algo muito interessante, li no livro Histórias das Idéias e Movimentos Anarquistas, editora L&PM Pocket, Volume 1, Woodcock, George.

“Mas estaríamos perdendo a essência da atitude anarquista se ignorássemos o fato de que a ânsia de chegar a simplificação social não tem origem no desejo de que a sociedade funcione de forma mais eficiente, nem sequer no desenho de eliminar os órgãos autoritários responsáveis pela destruição da liberdade individual, mas, em grande parte, numa convicção moral sobre as virtudes de uma vida mais simples.”

Estaria a humanidade atual preparada para uma vida mais simples? Ou ainda estaríamos buscando a cura para os problemas que encontramos ao procurar novas curas?

Será que estamos retornando a ditadura ou será que nunca saímos dela?

Abaixo a carta feita pelos estudantes sobre a invasão do dia 15/11/2007, para reintegração de posse solicitada pelo Reitor Naomar de Almeida Filho.

O texto é longo, mas merece atenção, até para se ater aos fatos e não se deixar levar por notícias em pseudo-jornais e afins.

Para maiores detalhes da ocupação veja no blog.

Nós, estudantes que há 46 dias ocupamos a Reitoria da UFBA por uma
Assistência Estudantil digna e contra o decreto do REUNI, viemos mais
uma vez denunciar o autoritarismo, a violência e o desrespeito à
democracia praticados pelo Reitorado da UFBA e pelo Governo Federal
Brasileiro.

No dia de hoje, 15 de Novembro de 2007, data de comemoração da
“Enganação da República”, por volta das 07:00h da manhã, a Polícia
Federal invadiu a Reitoria ocupada por estudantes e já de início
mostrou claramente como agiria.Após percebermos a chegada da polícia,
sentamos de braços dados no chão do salão da reitoria e dissemos que
não nos submeteríamos ao mandado de reintegração de posse, pois não
havia ali o que ser reimpossado. A partir daí, a polícia federal nos
ameaçou de diversas formas e em seguida, percebendo que não
cederíamos, avançou sobre nós puxando violentamente o cabelo e os
braços de alguns estudantes, esmurrando e chutando outros e agredindo
verbalmente ä tod@s. Alguns de nós foram arrastados pela escadaria da
frente da reitoria e 4 de nós (um estudante de história, uma estudante
de medicina, um estudante de ciências sociais e um estudante de
comunicação) foram humilhados, espancados e levados presos no Camburão
para a sede da Polícia Federal no bairro de Água de Meninos.Quando
fomos tod@s expulsos à força da Reitoria, a polícia jogou parte de
nossos pertences porta a fora e fomos impedidos de reaver a outra
parte. Durante a ação policial dentro da reitoria fomos impedidos de
filmar ou fotografar quaisquer coisas; os policiais coagiram verbal e
fisicamente @s estudantes que portavam câmeras.Na frente da Reitoria
quando noss@s colegas estavam sendo pres@s, tentamos dissuadir a
polícia das prisões e fomos mais uma vez agredidos, desta vez com
spray de pimenta disparado contra nossos olhos.Quando a expulsão
terminou, nos reunimos ao lado da Reitoria , buscamos atendimento
médico para @s estudantes ferid@s no Hospital Universitário, que fica
a poucos metros da Reitoria, e mais uma vez fomos tratad@s com
completo desrespeito: os seguranças do Hospital não só impediram nossa
entrada como impediram que contatássemos @s médic@s presentes no
momento para que prestassem atendimento aos estudantes agredid@s. Em
seguida, levamos @s estudantes mais ferid@s para o Hospital Geral do
Estado e contatamos advogad@s para ajudarem a resolver a
situação.Tentamos prestar queixa e realizar o exame de corpo de delito
d@s estudantes agredid@s e novamente nossos direitos foram negados
nas delegacias da polícia civil e federal.Enquanto discutíamos o
acontecido, o “Magnífico” Reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho,
concedia mais uma entrevista mentirosa a uma emissora de rádio de
Salvador. Nesta, afirmou inescrupulosamente que a invasão da polícia
federal se tratava de uma ação pacífica e necessária à restituição da
ordem democrática e dos trabalhos de implementação do REUNI na UFBA.

Diante desses acontecimentos perguntamos: Nós, estudantes,
professores, servidores, residentes, bolsistas, homens e mulheres,
negr@s, branc@s e índi@s, heterossexuais, homossexuais e transexuais,
tod@s nós, não temos o direito de estar na Reitoria de uma
Universidade construída e sustentada com nosso suor? A quem pertence a
UFBA? A quem pertencem as Universidades Públicas brasileiras? Quem por
direito detém a posse e quem invadiu a Reitoria da UFBA?A polícia ou o
povo? O Reitor ou tod@s nós? Quem tem dignidade e coerência para falar
em democracia na Universidade?Um Reitor que se nega a debater ampla e
verdadeiramente o futuro da educação pública e que encenou a farsa da
aprovação do REUNI na UFBA no CONSUNI do dia 19 de Outubro ou @s
estudantes que propõem um debate aberto e a convocação de um
plebiscito e uma assembléia universitária?Quem respeita a diversidade
de opiniões na Universidade? Estudantes que convocam tod@s para
debater e construir uma Universidade pública de fato ou um Reitor que
recorre à policia para com violência tentar calar as vozes
insurgentes? Que resposta @s estudantes, professores, servidores e a
população da Bahia darão a tamanho autoritarismo e violência senão um
basta? Senão o basta da exigência inegociável de respeito à nossa
dignidade e a democracia nas Universidades Publicas e na sociedade
brasileira? Que resposta expressará nossa indignação e revolta e não
nossa aceitação e cumplicidade senão um basta? Se a Reitoria acha que
agressões morais e ameaças serviram para nos amedrontar, o spray de
pimenta para nos cegar e os chutes, murros e agressões para nos calar
e imobilizar, é porque ignora a força d@s estudantes. A covardia do
uso da forca bruta só multiplica nossas energias e nossa determinação
de ir ate o fim.Nossa luta pela Assistência Estudantil e CONTRA o
Reuni continua.

NA PRÓXIMA SEMANA CONTINUAREMOS O PLEBISCITO NA UFBA SOBRE O REUNI E
EM BREVE ANUNCIAREMOS NOVAS FORMAS DE MOBILIZAÇÃO, AGUARDEM!

Nem um passo atrás! (MPM)

MORU – MOVIMENTO D@S OCUPANTES DA REITORIA DA UFBA ”